O Jogo Mudou: Conheça o MIAUU, a revolução do CATS

Estudar para o vestibular já é, por si só, um desafio. São aulas, listas de exercícios, simulados, redações, provas, vestibulares e uma quantidade enorme de informações para acompanhar. Quando tudo isso ainda precisa ser dividido entre grupos de WhatsApp, arquivos no Drive, planilhas e diferentes plataformas, a rotina pode ficar ainda mais complicada.

Foi justamente diante dessa realidade que surgiu o MIAUU.

Criado dentro do Curso Assistencial Theodomiro Santiago (CATS), o MIAUU nasceu com uma proposta simples: usar a tecnologia para organizar melhor a rotina do cursinho e aproximar alunos, professores e voluntários.

Mas aquilo que começou como uma solução para um problema interno acabou crescendo.

Hoje, o MIAUU reúne gestão, inteligência artificial, aprendizagem e gamificação em um único ecossistema, transformando a experiência de quem estuda no CATS e também a maneira como o próprio cursinho funciona.

E talvez o mais interessante seja que tudo isso começou pelas mãos de um estudante.

Print da tela inicial do painel Miauu na versão de aluno

De uma necessidade do CATS para uma plataforma própria

Quando Thierre Yuri, estudante de Ciência da Computação na UNIFEI e diretor de tecnologia do CATS, entrou no cursinho, percebeu rapidamente uma dificuldade que não era exatamente pedagógica, mas que afetava todo o funcionamento da instituição: faltava uma estrutura tecnológica própria que conectasse as pessoas e organizasse os processos.

Materiais estavam espalhados. A comunicação dependia de diferentes grupos. Informações precisavam ser organizadas manualmente.

Foi então que surgiu a ideia de criar o MIAUU.

“Quando entrei no CATS, percebi uma grande dificuldade no aspecto tecnológico: não havia um sistema próprio que conectasse professores, alunos e voluntários. Pensando nisso, criei o MIAUU, inicialmente para organizar melhor os processos do curso. Hoje, trabalhamos juntos para transformar esse projeto em uma iniciativa open source, permitindo que mais cursinhos populares tenham acesso à tecnologia e possam continuar transformando vidas em todo o Brasil.”

Thierre Yuri de Marins Fernandes, criador do MIAUU

O que começou como uma ferramenta para organizar melhor os processos do CATS foi ganhando novas funções à medida que surgiam novas necessidades.

Hoje, o projeto vai muito além de gestão.

E se estudar pudesse ser um jogo?

Uma das ideias que diferenciam o MIAUU é a gamificação.

A proposta não é simplesmente colocar um ranking na plataforma e chamar isso de jogo. A ideia é transformar a participação do aluno em uma jornada em que pequenas ações do dia a dia também fazem parte da experiência.

  • Participou de uma atividade? Ganha pontos.
  • Cumpriu uma missão? Ganha pontos.
  • Participou de um minigame? Ganha pontos.

E esses pontos não ficam apenas dentro da plataforma: eles podem ser utilizados em recompensas e prêmios reais disponibilizados pelo projeto e por parceiros.

Ao longo do semestre, o aluno passa a acompanhar sua própria evolução e percebe que aquilo que parece uma pequena ação isolada pode fazer parte de uma trajetória maior.

É uma maneira de estimular uma mudança importante: fazer com que o estudo seja construído pela constância, e não apenas pela pressão de uma prova próxima.

Ranking do CATS Arena, no sistema de gamificação do Miauu

Mas a gamificação acontece também dentro da sala de aula

É aqui que o MIAUU deixa de ser apenas uma plataforma para acessar conteúdos e passa a participar diretamente da aula.

Professores podem criar quizzes ao vivo, em um formato inspirado no Kahoot, permitindo que toda a turma participe simultaneamente.

Imagine uma aula terminando com uma competição entre os estudantes para descobrir quem consegue resolver primeiro uma questão de física, química ou matemática.

Em poucos segundos, o professor consegue transformar uma revisão em uma atividade interativa.

O MIAUU também permite monitorar a sala em tempo real, acompanhar atividades e utilizar os resultados dessas interações para entender melhor o desempenho dos alunos.

A tecnologia, nesse caso, não substitui a aula.

Ela amplia o que pode acontecer dentro dela.

Conheça a KIRA, a inteligência artificial do CATS

Se a gamificação é uma das faces do MIAUU, a KIRA é outra.

A inteligência artificial foi desenvolvida para atuar diretamente dentro do ecossistema do CATS e também está integrada ao WhatsApp, aproximando a tecnologia do ambiente que os estudantes já utilizam diariamente.

A KIRA pode auxiliar os alunos na busca de materiais, orientação acadêmica, justificativa de faltas e outros processos, funcionando como uma espécie de assistente disponível para a comunidade.

Mas seu papel também entra diretamente no estudo.

A plataforma permite gerar flashcards, criar planos de estudo com inteligência artificial e auxiliar na preparação do aluno de acordo com sua rotina e necessidades.

E existe ainda um dos recursos mais importantes para quem está se preparando para o ENEM: a redação.

Print da Kira AI, o agente de IA próprio do CATS

Redação com correção humana e inteligência artificial

Escrever bem é uma habilidade que exige prática, correção e principalmente feedback.

Por isso, o MIAUU reúne duas possibilidades diferentes de correção de redação.

De um lado, existe a correção realizada por corretores.

Do outro, o aluno pode contar com uma correção instantânea por inteligência artificial.

A ideia não é colocar humanos e IA em uma disputa, mas oferecer mais oportunidades de feedback para o estudante. Enquanto uma correção humana traz a análise de um corretor, a inteligência artificial permite que o aluno tenha um retorno muito mais rápido para continuar praticando.

É mais uma maneira de usar a tecnologia para aumentar o acesso ao acompanhamento pedagógico.

Tela de correção de redação do Miauu.

Um lugar para estudar, organizar e acompanhar sua evolução

Ao abrir o MIAUU, o aluno não encontra apenas uma biblioteca de arquivos.

A plataforma reúne ferramentas que acompanham diferentes etapas da preparação para o vestibular.

É possível acessar simulados personalizados, um banco de questões e materiais disponibilizados pelos professores. Também existe a possibilidade de acompanhar indicadores de desempenho e consultar informações da própria trajetória acadêmica.

Para quem está de olho no vestibular, existem ainda recursos específicos, como o simulador de SISU com TRI e as notificações sobre vestibulares próximos.

A plataforma também conta com calendário letivo, eventos e outras informações importantes para a rotina do CATS.

Tudo isso em um mesmo ambiente.

A vida do aluno também está dentro do MIAUU

Nem tudo precisa estar diretamente relacionado a questões e provas.

O MIAUU também concentra recursos que fazem parte da rotina do estudante no CATS.

A plataforma possui carteirinha de estudante digital, permite registrar justificativas de faltas e saídas antecipadas, acompanhar ocorrências e consultar diferentes informações acadêmicas.

Também é possível receber avisos e notícias por WhatsApp e e-mail, responder enquetes e participar de pesquisas e entrevistas.

Em vez de depender de vários canais diferentes para cada tipo de informação, a proposta é concentrar essa comunicação.

Menos informação perdida.

Mais organização.

E quem está por trás de tudo isso?

Uma das características mais importantes do MIAUU é que ele não foi pensado apenas para o aluno.

O sistema foi desenvolvido para atender todo o ecossistema do CATS: alunos, professores, monitores, auxiliares, corretores, voluntários e diretores.

Para os professores, isso significa disponibilizar materiais, criar atividades e quizzes e acompanhar a participação dos estudantes.

Para a equipe de gestão, significa ter ferramentas para controlar alunos e voluntários, acompanhar informações, gerar documentos, administrar processos e integrar diferentes recursos.

O MIAUU também possui integração com o ecossistema Google, permitindo conectar ferramentas que já fazem parte da rotina da instituição.

A intenção é reduzir justamente aquilo que motivou a criação da plataforma: a necessidade de administrar o cursinho por meio de dezenas de ferramentas desconectadas.

Alunos e voluntários do CATS junto com o reitor da Universidade Federal de Itajubá

O objetivo nunca foi criar mais uma plataforma

Talvez essa seja a parte mais importante para entender o MIAUU.

A ideia nunca foi simplesmente criar um aplicativo para o CATS.

O problema que deu origem ao projeto era maior: como utilizar tecnologia para melhorar a experiência de uma instituição de educação popular?

A resposta encontrada foi construir uma plataforma que pudesse cuidar de diferentes partes dessa experiência ao mesmo tempo.

  • Ensino.
  • Gestão.
  • Comunicação.
  • Gamificação.
  • Inteligência artificial.
  • Dados.
  • Comunidade.

Tudo conectado.

Mais de 100 usuários já fazem parte dessa experiência

O MIAUU ainda está em crescimento, mas já apresenta resultados concretos.

De acordo com os dados apresentados pelo CATS, a plataforma já alcançou mais de 100 usuários, com uma média de 40 usuários ativos por dia.

Também houve uma redução da dependência de grupos de WhatsApp, além da centralização dos materiais que anteriormente ficavam distribuídos em diferentes espaços.

Para a equipe, isso significa uma gestão mais simples.

Para os professores, significa mais tempo.

Para os alunos, significa encontrar aquilo de que precisam em um único lugar.

E essa talvez seja uma das maiores conquistas do projeto até agora.

E o futuro?

O MIAUU nasceu no CATS, mas a ambição do projeto não precisa terminar no CATS.

A visão apresentada pela equipe é transformar a experiência adquirida no desenvolvimento da plataforma em algo que possa ser replicado em outros cursinhos assistenciais.

É por isso que existe também a perspectiva de transformar o projeto em uma iniciativa open source, permitindo que outras instituições possam ter acesso a uma estrutura tecnológica que, muitas vezes, estaria fora da realidade de um cursinho popular.

A ideia é simples e, ao mesmo tempo, enorme:

tecnologia não deveria ser um privilégio de quem pode pagar por ela.

Se uma plataforma consegue ajudar uma instituição a organizar melhor seus processos, dar mais ferramentas aos professores e oferecer aos estudantes uma experiência de aprendizagem mais completa, essa tecnologia pode fazer ainda mais diferença quando chega a outros espaços.

Diretores do CATS apresentando o MIAUU no InovaCup no Encontro Nacional de Cursinhos Pupulares da Brasil Cursinhos, na FGV, em São Paulo.

O MIAUU é só o começo

No final, o MIAUU não é apenas sobre inteligência artificial, ranking, simulados ou minigames.

É sobre uma mudança de mentalidade.

Durante muito tempo, tecnologia e educação popular pareceram ocupar espaços diferentes. O MIAUU mostra que elas podem caminhar juntas.

Um aluno pode entrar na plataforma para fazer um simulado, receber uma recomendação da KIRA, revisar um conteúdo com flashcards, participar de um quiz em sala, acompanhar seu desempenho e ainda descobrir quanto falta para o próximo vestibular.

Enquanto isso, professores e voluntários têm ferramentas para organizar melhor aquilo que fazem todos os dias.

E tudo isso surgiu de uma necessidade real percebida dentro do próprio CATS.

Thierre Yuri criou o MIAUU porque percebeu que faltava uma ferramenta. O CATS abraçou a ideia, ajudou a desenvolver o projeto e transformou essa ferramenta em algo muito maior.

Agora, o desafio é fazer esse ecossistema continuar crescendo.

Porque educação não acontece apenas dentro da sala de aula.

Ela também acontece quando o aluno consegue estudar melhor em casa, quando encontra um material no momento certo, quando recebe um feedback que mostra onde precisa melhorar, quando consegue visualizar sua própria evolução e quando percebe que seu esforço tem valor.

É esse o futuro que o MIAUU está começando a construir.

O jogo mudou. E ele está apenas começando.